domingo, 6 de outubro de 2013

Não te quero senão porque te quero 
e de querer-te a não querer-te chego 
e de esperar-te quando não te espero 
passa meu coração do frio ao fogo. 

Quero-te apenas porque a ti eu quero, 
a ti odeio sem fim e, odiando-te, te suplico, 
e a medida do meu amor viajante 
é não ver-te e amar-te como um cego. 

Consumirá talvez a luz de Janeiro, 
o seu raio cruel, meu coração inteiro, 
roubando-me a chave do sossego. 

Nesta história apenas eu morro 
e morrerei de amor porque te quero, 
porque te quero, amor, a sangue e fogo.

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